Como parar de sabotar a sua capacidade de inovar

As emoções das quais todos estamos sujeitos, ao mesmo tempo que são motivadoras e empolgantes, geram muita insegurança e dúvida. Nosso cérebro precisa de motivação, ânimo, empolgação, fazer algo que nos dê prazer, emoção, alegria, interesse; do contrário, outra pessoa com certeza fará em nosso lugar.

Alguns tipos de pessoas entediam-se tão rápido que são instáveis demais, e outras são tão inseguras e controladas pelo medo, que perdem grandes oportunidades na vida, pelo medo de dar errado, de arriscar, do solo ceder. Nosso artigo não visa ser um impulsionador para você abrir mão de todos os seus medos e sair tomando decisões sem nem pensar muito sobre as consequências, longe disso. Acreditamos que quem não controla as suas emoções, acaba sendo dominado por elas.

Diante disso, o medo do fracasso, da vergonha, do erro, da insensatez, não deve ser mandatório em nossas vidas e tão pouco em nossas carreiras, devemos buscar melhorar sempre, e encontrar aquilo que nos satisfaça.

Imagine aquela pessoa que vive a vida sempre de forma horizontal, não faz nada diferente, não se arrisca, não inventa, guarda dinheiro na poupança, não vive a vida, não se abre para novas oportunidades, até um ponto que acaba engolida por frustrações, que nem ela própria consegue compreender de onde vieram.

O conservadorismo ocorre muito quando projetamos o futuro em nossas mentes e reforçamos o futuro negativo, imaginamos sentimentos de arrependimento, fracasso, autorrecriminação e isso nos mantém onde estamos.

Em vez de se concentrar na dor que acompanharia um esforço fracassado, imagine como você se sentirá daqui alguns anos se jogar pelo seguro e arquivar sua ideia, você acha que seria feliz e satisfeito? O grande cerne da questão é o erro faz parte do processo. Nós temos o hábito de nos concentrarmos muito no início e no fim, mas o que vai determinar como serão esses dois momentos é o processo, simples assim.

Um processo impulsivo, mal planejado e sem estrutura, não deverá levar para um futuro muito positivo, salvo se for algo muito ímpar. Fazer uma carreira acadêmica também não é sinônimo de sucesso, temos muitos inteligentes idiotas por aí. Quem de nós não conhece alguém, muito inteligente, sagaz, mas que não dá certo em nada que se propõe a fazer? Não tem controle financeiro, não consegue seguir em uma carreira, está sempre em dívidas ou vivendo crises existenciais. Todos nós conhecemos, e isso acontece, porque ser racionalmente inteligente é diferente de inteligência emocional, e ambas as coisas caminham juntas para que o ser humano tenha êxito.

O problema do fracasso, além do óbvio, é que ele gera emoções negativas que impedem o aprendizado: negação, raiva, desespero e auto culpa. Os inovadores são em especial propensos a esses sentimentos, porque se identificam muito com seus projetos. Para evitar essa armadilha, comece dissecando seu fracasso. Exatamente o que deu errado, e por quê? Quais premissas eram falsas? Quais se confirmaram?

Não é porque um projeto deu errado que toda a sua vida será assim, enfrente sua dor de frente. Como inovador, você experimentará grandes decepções, reveses ou rejeições como ameaças ao seu sonho e ao seu ego e para ser capaz de lidar com essas perdas profundamente sentidas, propomos um processo baseado em pesquisas com milhares de executivos.

É preciso primeiro trazer a dor à consciência, dar um nome ao que você está sentindo e discuti-lo com a família, amigos e outras pessoas para dar sentido a isso. Isso o ajudará a seguir os próximos dois passos: aceitar e depois deixar a perda de lado e agir em uma nova direção.

E por fim, controle o excesso de criatividade, ela é ótima, mas pode te distrair dos seus objetivos. Estabeleça limites em seu envolvimento no processo, e reconhecer a tendência de deixar sua criatividade distraí-lo é o primeiro passo para aproveitá-la.

Você pode contra-atacar, limitando seu envolvimento nos estágios de teste e implementação de seu projeto. Se você é daqueles que fica mudando tudo e não consegue se decidir em que caminho seguir, pense que ao invés de ajudar a levar a ideia adiante, na verdade, você pode ser o grande causador de gargalos da sua empresa, aquele cara chato, que fica mudando tudo a todo momento e no final, volta para a primeira ideia.

A grande mensagem aqui é, não se prenda pelo medo e pelas emoções, lute contra isso, busque ajuda, combata as inseguranças, mas não deixe de viver a sua vida pelo medo do fracasso, do erro ou do julgamento. Todas essas coisas, acontecerão se você fizer algo ou não, a escolha é sua.

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